Demanda por produtos de hortifruti cresce durante pandemia do novo Coronavírus

Especialistas apontam que brasileiros têm buscado reforçar imunidade com alimentação mais saudável

O medo de adoecer tem levado muitos brasileiros a mudar os hábitos de alimentação. Isso é o que revela um levantamento da PMA (Produce Marketing Association), realizado em março, com uma amostra de aproximadamente 500 questionários.

Na pesquisa, o indicativo é de que o consumo de frutas e hortaliças frescas cresceu ou, no mínimo, não sofreu abalos e permaneceu igual, desde que a COVID-19 se espalhou pelo país. O estudo foi debatido com destaque no PMA Talks Brasil, webinar que reuniu diversos agentes da cadeia de FLV (frutas, legumes e verduras) para avaliar o primeiro mês de quarentena no Brasil.

Essa mudança no comportamento do consumidor afeta diretamente a procura por alimentos saudáveis no Brasil. Ou seja, apesar das dificuldades e adaptações ao novo cenário, o setor tem sido beneficiado pela maior preocupação das pessoas com a saúde.

No questionário, outro dado chama a atenção. Dentre o quantitativo de pessoas que disseram ter diminuído o consumo de produtos de hortifruti, muitas alegaram razões como passarem a ir bem menos aos mercados e feiras e, com isso, passaram a adquirir mais produtos que podem ser estocados. Outras, ainda, apontaram dificuldades financeiras como motivo para a redução do consumo.

Fato é: se o ideal é tirar lições dos momentos de crise e transformar para melhor a realidade, a pandemia do novo coronavírus estabeleceu novas formas de viver e de se consumir. “Nesse aspecto, a saúde acaba sendo beneficiada por consequência natural, afinal, quanto mais natural e equilibrada é a alimentação, mais saudável também ela será”, atesta Kátia Souza, nutricionista do Grupo Mateus.

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