Gostosa e picante: conheça os benefícios da pimenta!

Nutricionista revela as propriedades da pimenta e como ela pode ser uma importante aliada no fortalecimento da saúde

Sabe aquela pergunta que diz “o que é que a baiana tem”? Pois bem, pode até haver outro segredo, mas com certeza um deles é a pimenta, iguaria também muito presente em diversas culinárias Brasil afora, como na mexicana, por exemplo. Saborosa e picante, a especiaria não é apenas uma marca para os paladares mais ousados, mas pode favorecer muitos benefícios à saúde.

Os tipos de pimenta mais usados no Brasil são a pimenta-do-reino, pimenta-de-cheiro e a pimenta malagueta. Especialmente nas regiões Norte e Nordeste, são usadas para temperar carnes, peixes e mariscos, além de estar presentes nos molhos, massas, risotos e geleias.

A nutricionista do Grupo Mateus, Kátia Sousa, conta que as pimentas variam de acordo com sua origem e seu poder de picância, mas todas são ricas em capsaicina, um poderoso antioxidante e anti-inflamatório que ajuda a melhorar a digestão e aliviar a dor.

Melhora a saúde do coração

A pimenta pode auxiliar a reduzir coágulos no sangue, principalmente por ter ação vasodilatadora. “Com isso, algumas doenças cardiovasculares, como hipertensão, podem ser reduzidas”, enfatiza Kátia. Além disso, um estudo da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC-RS) mostra que a capsaicina presente na pimenta ajuda na redução dos níveis de colesterol ruim.

Ajuda no emagrecimento

Um dos principais benefícios da pimenta é a ação termogênica. Com isso, o metabolismo é acelerado e o gasto calórico aumenta. “A pimenta aumenta a temperatura do corpo, o que estimula a oxidação das gorduras como fonte de energia. Ótimo para quem pratica exercícios também”, afirma a nutricionista.

Fonte de Vitamina C

“A pimenta é riquíssima em vitamina C, ajuda na resistência de ossos e dentes”, ressalta a especialista. Essa vitamina ainda dá um up no sistema imunológico.

Quanto mais picante melhor

A capsaicina é a substância responsável pelo ardor, bem presente na malagueta e na pimenta dedo-de-moça. A verdade é que a capsaicina estimula efeitos irritantes e prazerosos quase ao mesmo tempo.

A explicação é a seguinte: quando a substância entra em contato com as mucosas da boca, do nariz e da garganta, ela desencadeia um sinal de dor. Então, de célula em célula, a mensagem chega ao cérebro, que reage produzindo endorfinas, substâncias relacionadas ao alívio e ao bem-estar. É um mix de sensações!

Para você que ama uma pimentinha, separamos uma lista com os tipos de pimenta e o respectivo nível de ardência, classificado de 0 a 7, sendo que quanto maior a classificação, mais forte é a pimenta. Confira!

Cambuci e americana: são pimentas doces, muito usadas recheadas, grelhadas, assadas ou em pratos com picles e queijos.

Picância: 0.

Pimenta-do-reino: muito utilizada na culinária mundial, pode ser usada como tempero para todos os tipos de pratos.
Picância: 1-2.

Pimenta-de-cheiro: indicada principalmente para temperar peixes e crustáceos, também podendo ser usada para pratos com frango, risotos e legumes refogados.
Picância: 3.

Fidalga: usada para temperar peixes e fazer marinadas de legumes e comidas em conserva.
Picância: 4.

Caiena ou dedo-de-moça: usada principalmente para produção de molhos e picles.
Picância: 6.

Malagueta e Cumari: usadas para temperar feijoada, carnes, acarajé, bolinhos e pastéis.
Picância: 7.

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